quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Casamentos na Australia

Eu trabalhei quase um ano como atendente da área de eventos do hotel Marriott aqui em Brisbane (aliás, tive quase 20 empregos part-time enquanto estava estudando aqui: só de garçonete foram vários, atendente de eventos, administrativo de um escritório pequeno... mas depois eu conto isso). Nesse tempo tive a oportunidade de trabalhar em muitas festas de casamento australianas. E elas são bem diferentes das nossas.

Primeiro, por que é um evento muito mais “teatral”, orquestrado; já se começa pelas mesas. Todo mundo tem lugar marcado: quando o convidado chega, ele vê um mapa do salão na porta, e cabe ao convidado entao procurar a sua cadeira e mesa. No Brasil – que eu saiba - isso só é feito para os padrinhos e pais dos noivos. Todo mundo senta, e lá pelas tantas o mestre de cerimônias avisa que os padrinhos e as madrinhas vão entrar. Entra casal por casal: geralmente são três de cada lado (três homens e três mulheres). Vale destacar que as madrinhas se vestem com a mesma roupa, é tradição.

Logo após a entrada dos padrinhos e madrinhas, finalmente, a entrada magistral do casal. Todo mundo se vira pra olhar: lembre-se que todos estão sentadinhos bonitinhos na mesa – não é como no Brasil onde todo mundo já estaria bebum dançando todas. Não, não, antes da pista ser “aberta”, ainda tem muita água pra rolar.

Ah, muito importante. O mestre de cerimônias não é uma pessoa qualquer contratada não: ele deve ser um amigo ou algum parente engraçadinho e que goste de um holofote. Por que é o mestre de cerimônia (aqui eles chamam de MC) que vai coordenar toda a agenda da festa – o que não é nada fácil. Ele deve ser convidado com antecedência e se preparar para esse difícil papel.

Os padrinhos, madrinhas e noivos sentam em uma mesa diferente: em apenas um lado de uma mesa comprida retangular, e de frente para os convidados. Jah as mesas redondas dos convidados estão organizadas de forma que todos eles vejam os noivos o tempo todo. Sim, por que todos querem ver as reações dos noivos durante os discursos que estão por vir. Discursos? Pois é, discursos, vários discursos - pra mim eles são a maior diferença entre o casamento na Austrália e Brasil. E eles demoram um tempão pra acabar.

Eu não lembrava qual era a ordem dos discursos, mas encontrei aqui nesse site.

Traditionally, the bride's father's is first to make a speech followed by the groom's father, the groom and lastly, the best man speech. It is also common for the best man or groomsmen to read messages or telegrams. Invited guests may also make a speech.


These days, tradition need not to be followed. In many weddings, speeches are made by both parents of the bride and groom, typically the father of the bride, then the mother of the bride followed by the father of the groom and then the mother of the groom.


It is also common for the bride to make a speech. Bridesmaids are also welcome to make a speech.

Não sei se já falei isso alguma vez aqui no blog, mas australiano tem mania de fazer piadinha. TU-DO tem uma piadinha no meio, em qualquer situação – qualquer mesmo, o tempo todo: reuniões de trabalho, de família, com pessoas que você acaba de conhecer, em programas de TV e entrevistas (até em jornal tipo Jornal Nacional é comum o casal fazer alguma piadinha depois de certas notícias). Eles adoram. E em discurso de casamento não é diferente: eles contam as histórias dos noivos quando solteiros, o que acontecia, os micos, e eles também falam sobre a personalidade de cada um.

Eu já vi discurso de tudo quanto é tipo: monótono, curto (uma vez um pai de alguém falou só uma frase, que era uma piadinha dessas... eu não lembro o que era, mas deve ter sido muito engraçado pois as pessoas rolaram de rir), discurso muito engraçado, ou sem graça tentando ser engraçado, chato... tem de tudo. Eu tenho uma opinião um pouco dúbia sobre esses discursos. Eu acho legal as pessoas lembrarem dos momentos de solteirice dos noivos, da personalidade de cada um, ou até mesmo do tempo que eles namoravam. Aproxima as pessoas e constrói uma história que culmina naquele momento do casório. Mas por outro lado, como boa brasileira, eu gosto é de festa, e às vezes acho que esses discursos tomam tempo demais que poderiam ser melhor aproveitados.

Depois dos discursos chega a hora de cortar o bolo (alias, eu tenho até vergonha de contar essa parte, pois eu esqueci de cortar o bolo no meu casamento - talvez se tivesse os tais discursos isso não teria acontecido rsrs). Mais uma vez, o MC avisa e fica todo mundo olhando. Nessa hora vários convidados vão até lá, perto do bolo, e tiram fotos com suas próprias máquinas. Depois de tudo isso, chega a hora da valsa dos noivos e, finalmente, festa!


Muriel`s Wedding: um dos 'casamentos' mais famosos da Austrália.

Resumindo, essa é a agenda do casamento:

• Convidados chegam para drinks (geralmente fora do salão, estilo coquetel)
• Convidados se sentam
• Mestre de Cerimônia introduz madrinhas, padrinhos e casal, se apresenta e diz bem-vindo aos convidados
• Jantar é servido (pode ser bufê ou servido a mesa)
• Discursos
• Cortar o bolo
• Valsa dos noivos
• Dança
• Noiva joga buquê
• Despedida

Ah, e esqueci de comentar uma coisa. Geralmente as cerimônias de casamento aqui começam cedo (pros padrões brasileiros): umas 17hrs, e a festa vai das 19hrs a 1 da manhã, no máximo. Não é como no Brasil que acaba quase de manhã.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Boarding house na Austrália: moradia dos pobres

Existem várias boarding houses em Brisbane, que seriam como se fossem “pensões”: casas onde cada um mora no seu quarto, e onde divide-se áreas em comum como lavanderia, banheiro e cozinha. Aqui não tem favela e nem barraco, então essas casas são usadas como moradia para os pobres daqui; pessoas que não tem dinheiro para pagar nenhum outro tipo de lugar (não conseguem alugar e muito menos comprar sua própria casa). Muitos moradores são ex-presidiários, imigrantes, aborígenes ou pessoas com algum tipo de deficiência e que estão sozinhas no mundo, sem família para ajudá-las.

Eu já morei perto de Fortitude Valley, um bairro de Brisbane onde vivem muitas pessoas com baixo poder aquisitivo. Nesse bairro têm muitas boarding houses, e eu morava na mesma rua que uma delas que chama-se ‘Sunflower Estate’. Durante o meu mestrado aqui na Austrália eu fiz um trabalho de Fotojornalismo sobre essa boarding house. Veja o resultado aí embaixo - em inglês (basta clicar na imagem para aumentá-la).



Foi muito triste constatar como essas pessoas são sozinhas... Parece que são pessoas esquecidas no mundo. E, em uma sociedade onde a maior parte da população tem uma boa vida (economicamente falando), às vezes parece que eles nem existem. Mas existem sim.

Eles vivem em melhor condição econômica do que os pobres no Brasil, mas às vezes me parece que a condição emocional deles é pior. No Brasil me parece que, mesmo apesar de todas as adversidades, essa camada da população, muitas vezes, ainda conta com a proximidade e o carinho da família. Aqui não. Lembre-se que, aqui na Austrália, frequentemente quando um jovem faz 18 anos ele sai de casa e vai morar sem a família. E eles vivem uma vida paralela, não se falam tanto, não existe essa interação constante com a família como a que temos (em geral) no Brasil. Velhinho aqui vai pra asilo sim, na maior parte das vezes. Não vai morar com a família, como acontece muitas vezes no nosso país. Por isso escolhi esse tema, "loneliness".

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

E o que eles pensam do Brasil?

Brasileiros em geral são super curiosos sobre a opinião das pessoas de outros países sobre o Brasil. Eu admito que também sou. A resposta, na maioria das vezes, recai no clássico “praia, mulher e futebol”. Mas sera que é só isso que eles pensam sobre a nossa terra brasilis? Este blog vai começar a abordar esse assunto a partir de agora. Como a Austrália é um caldeirão multicultural, não vou entrevistar somente australianos, mas também, pessoas do mundo afora que vieram morar aqui no país dos cangurus.

Para os australianos, vou perguntar o que eles pensam do Brasil. Para as outras nacionalidades, vou fazer essa mesma pergunta e também vou perguntar como e por que eles vieram morar na Austrália. Posso perguntar para qualquer pessoa – na rua, no trabalho, amigos. Vamos ver o que vem pela frente.

Meus primeiros entrevistados são duas pessoas que trabalham comigo: Saurav, da Índia, e Lukasz, da Polônia.

Saurav Kataria, 25 anos, indiano, mora há 6 anos na Austrália e já tem cidadania australiana. Engenheiro e consultor da Accenture.

Estamos trabalhando juntos em um projeto, e ele senta perto de mim no trabalho. Ele se formou em Engenharia na Queensland University of Technology, uma das melhores universidades de Brisbane (a mesma que estudei) e é um cara muito gente boa, simpático e sorridente. De cara gostei dele. Apesar de bem jovem, Saurav mora na Austrália há seis anos. Ele veio morar aqui porque uma parte de sua família já morava na Austrália, e também porque estudar aqui é mais barato do que nos EUA e Inglaterra. E, segundo Saurav, na Austrália tem muito mais oportunidades de trabalho do que nesses outros países.

Saurav diz que os indianos de classe média - seus amigos - só falam em querer sair do país. Todos querem morar fora e vivenciar outra cultura. Perguntei o porquê disso, e ele só me respondeu: "não sei, sempre foi assim". Então tá.

Ele tem a idéia que brasileiros amam muita festa, que as praias do país são maravilhosas – assim como as mulheres brasileiras -, e que o país tem uma economia crescente como a da Índia. Ah, e claro, quando ele pensa em Brasil, ele lembra de futebol. E ele acha que os australianos amam as mulheres brasileiras, então mulher que vem pra cá "se dá bem". Hummm - espero que isso seja um elogio rsrs.

Ele não acha que há preconceito contra brasileiros na Austrália, mas ele diz que as pessoas que vem morar aqui precisam se esforçar e falar a língua, se não vão ter problemas sim, mas ele não chama isso de preconceito. "Todo mundo que muda de país e vem morar na Austrália tem que entender que se começa “de baixo”, com “small jobs” como garçonete, faxineiro, barman, e que demora um tempo até a pessoa conseguir subir na vida. Isso é normal, e se torna ainda mais difícil para as pessoas que vem de países de outras línguas que não o inglês", diz Saurav. Ele comparou brasileiros na Austrália com mexicanos nos Estados Unidos, mas se a pessoa que vem consegue dominar o inglês e tem uma boa formação, não é difícil progredir na Austrália. Ele diz que é muito importante ter paciência.

Lukasz Konopka, 30 anos, polonês, mora há 2 anos e 8 meses na Austrália. Também consultor da Accenture.

Lukasz também trabalha perto de mim, mas ele tem uma personalidade diferente de Saurav: é mais quieto e reservado. Ele veio morar aqui na Austrália com a namorada, também polonesa. Lukasz vai ser papai em breve e terá seu filho aqui, Down Under. Ele veio para a Austrália por razões profissionais: ele é fera no sistema SAP, e um diretor da Accenture o convidou para trabalhar em um projeto na Austrália. Ele disse que a proposta veio em uma ótima hora pois ele estava de saco cheio da Europa e queria mesmo se mudar. “Por que não Austrália?”, pensou ele. E veio. Ele gosta muito daqui, mas reclama de uma coisa: é quente demais! Para um polonês acostumado com frio e neve, é uma mudança e tanto... semana passada fez 38 graus em Brisbane (as vezes acho que aqui é até mais quente que no Rio).

Apesar de gostar muito da Austrália, ele não pensa em ficar aqui pra sempre pois sente muita falta de seus pais e de sua família, mais ainda agora que está construindo a sua. Mas ele acha difícil retornar para a Polônia, um país do leste europeu que tem poucos empregos, muita gente e baixos salários. Talvez outro país da Europa, quem sabe.

Ele não conhecia nenhum brasileiro antes de me conhecer, e por isso ele não tem uma opinião formada sobre o país. Na Polônia não se fala muito sobre o Brasil. O que vem à cabeça dele quando ele pensa no nosso país é: futebol, a camisa verde-amarela e as ondas que as pessoas fazem nas arquibancadas (ola). E só.


Lukasz e Saurav

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Poder de compra de brasileiros e australianos

Sabe aquela pesquisa que compara os preços dos Big Macs pelo mundo? É essa aqui: Prices and Earnings, da UBS, que faz essa pesquisa desde 1971. Ela compara o poder de compra das pessoas em 73 cidades pelo mundo, e inclui o Rio de Janeiro, São Paulo e Sydney. O que eu acho legal dessa pesquisa é que ela compara alhos com alhos, e não com bugalhos.



Eu canso de falar com as pessoas no Brasil que não adianta converter os salários e preços de dólar australiano para o real, fazendo uma simples conversão de cabeça usando a cotação do dia. As pessoas aqui ganham em dólar australiano e gastam em dólar australiano, e não em real. Tem que comparar relativamente, salário ganho com preço das coisas. E é isso que eles fazem: comparam salarios de cada um e custo de vida, mas proporcional a capacidade de compra da moeda de cada pais.

Mas vamos lá.

Salários:

Os mais altos estão em Zurique e Genebra, na Suiça. Quem está em Sydney recebe, em média, cerca de 70% disso, já em São Paulo, cerca de 28% e no Rio, 23. Alguns exemplos:

  • Um profissional de construção civil ganha 4.800 dólares americanos por ano no Rio, 4.700 em São Paulo e, em Sydney, 29.200. Sim, para o mesmo trabalho.
  • Engenheiros ganham 31.600 no Rio por ano, 28.500 em Sampa e 54.900 em Sydney.
  • Um líder de um departamento operacional, com um time de mais de 100 pessoas em uma empresa de metais/mineração, ganha 26.700 no Rio, 49.300 em Sampa e 80.000 em Sydney.
  • Professor então, dá pena dos nossos: um professor de escola primária ganha 9.800 por ano no Rio, 8.200 em SP e 37.000 em Sydney.
Compra de produtos:

  • Em Sydney, trabalha-se em média 14 minutos para comprar um Big Mac, 40 minutos em São Paulo e 51 minutos no Rio.
  • Já para comprar um iPod Nano 8G, em Sydney trabalha-se 9.5 horas, em São Paulo, 46.5 horas e 56 horas no Rio.
Mas todo mundo sabe como iPods e afins são caros no Brasil, e como alimentos são mais baratos. Ok, vamos lá:
  • Para comprar 1 kg de arroz trabalha-se 15 minutos no Rio, 12 em São Paulo e, a-há: 11 minutos em Sydney.
  • 1 kg de pão? Labuta por 16 minutinhos em Sydney, 26 minutos em São Paulo e 34 minutos no Rio.
  • Uma cesta de alimentos com 122 ítens custa US$ 1770 no Rio, 1.879 em Sampa e 2.033 em Sydney. Contando que os brasileiros recebem quase 60% a menos que os australianos, dá pra ficar bem claro agora que o poder de compra do pessoal de Sydney é bem maior, já que a diferença no custo desses produtos é de menos de 20%.
Já uma cesta de produtos eletro-eletrônicos (inclui PC e alguns outros ítens) custa 3.560 dólares americanos no Rio, 3.660 em São Paulo e 2.660 em Sydney. É por isso que qualquer casinha classe media-média Australiana tem TV de LCD 50 polegadas, DVD, computador em cada quarto, som, o escambau. Eletro-eletrônico na Austrália é MUITO mais barato que no Brasil. Já ouvi falar que quase não tem assalto a casas aqui na Austrália - e sabe por que? Fora o óbvio (pobreza bem menor), nem ladrão quer esses produtos pois sabe que não vai ganhar quase nada com eles na revenda.

Turismo: 


Na pesquisa eles até pensaram em uma viagem curta desde cada uma dessas 73 cidades, e essa viagem inclui 10 ítens como: diária para casal em um hotel de primeira classe, jantar para dois com uma garrafa de vinho, uma corrida de táxi, um aluguel de carro, dois ingressos para o teatro, e algumas outras coisinhas. No Rio isso custaria 520 dólares, em SP, 500, e em Sydney, 630 dólares.

Aluguel:

Aí Sydney perde, pois é mais caro que Rio e Sampa. Aliás, acho que o único item realmente bem mais caro na Austrália é o setor de imóveis: compra/venda e aluguel. Mas é aquela velha história... os juros de hipoteca na Australia é de 5,5% ao ano, já no Brasil é de uns 12%.

Ou seja, os brasileiros recebem menos e tem um custo de vida mais alto que os australianos, resultando em um poder aquisitivo muito menor.

Obviamente que a pequena percentagem da população que ganha mais de 5.000 reais por mês está bem de vida no Rio de Janeiro. Mas e a maioria da população? Sinceramente, não sei como eles conseguem sobreviver. Aliás, eu sei sim: morando em favelas ou viajando três horas por dia em trens lotados, usando o serviço público de saúde, muitas vezes fazendo os famosos gatos e roubando eletricidade e água, e infelizmente muitas vezes sem uma perspectiva de um futuro melhor. Se recebessem melhores salarios, quem sabe neh?!

Fim de semana em Queen Mary Falls, Queensland: como foi

A viagem para Queen Mary Falls foi legal, mas não posso dizer que foi assim, maravilhosa. A Australia tem dessas coisas: visuais lindos que muitas vezes são unica e exclusivamente só isso: visuais. Seja nas praias paradísiacas do norte de Queensland (onde tem a Grande Barreira de Corais), onde você não pode cair a água pois ela está cheia de água-viva durante o verao. Ou pelo vento intermitente das praias de Gold Coast. Ou a linda cachoeira que não dá para dar um mergulho pois ela cai em cima de pedras. O ultimo caso é Queen Mary Falls.


A cachoeira da foto!

Aliás, o pior não foi nem isso: foram as moscas que não paravam de pinicar, atrapalhar, enfim, encher a paciência. Acho que nunca fui a um lugar com tanta mosca. Juro. Nem Cabo Frio no verão, Sul do Brasil, Bahia, não tem pra ninguém. Tinha até me esquecido que verão na Austrália, pelo menos perto de onde moro, é sinônimo de mosca. E elas são muito chatas! No camping não dava pra comer direito, elas estavam sempre ali, “zzzuuummmm” no seu ouvido. Eu tinha até medo de rir e uma mosca entrar na minha boca. Sem exagero!


Tive que colocar essa foto aqui... adivinha o que eu estou fazendo? Espantando mosca. Elas nao sossegam um minuto!


Mas fora todos esses “inconvenientes”, a viagem foi boa, valeu principalmente pelo caminho – a estrada é muito bonita, com muito verde, campos e vales. Ficamos perto de uma cidadezinha chamada Kelarney, que foi assim chamada quando descoberta pelos irlandeses, que a acharam muito parecida com a Kelarney original que fica na Irlanda. Queen Mary Falls – onde ficamos - é uma area dentro de Kelarney.


Paisagem da estrada.

Ali por perto tem alguns vinhedos, eu já fui em um que fica em Warwick, a cerca de 30 minutos de Kelarney. Essa região é mais visitada no inverno, e agora eu entendo o porquê. Quando fui reclamar sobre as moscas com o dono do camping, ele falou “ah, hoje até que elas estão quietinhas, você não viu nada”. E nem quero.

Chegamos lá na sexta a noite depois de uma viagem de uma hora e meia. Sábado fomos conhecer as Queen Mary Falls – o caminho é curto, só 2 km. Logo depois fomos conhecer as outras cachoeiras que tem ali perto, que ficam a uns 2 km andando pela mata fechada, bem reclusas.

Também conhecemos o Lake Moogerah – ali perto também tem uma area grande para camping e caravans. Esse lago é muito frequentado por pessoas que gostam de esqui aquatico. Estava bem cheio, as pessoas param ali nas margens do lado e fazem seu piquenique. Eu achei o lugar feio, água barrenta, pior do que Lagoa de Araruama, mas cada um com o seu gosto, não é?!

Segue uma sessao de fotos com "coisas que soh vejo na Australia":


Parque todo organizado, limpo e cheio de brinquedos - e vazio.


Um koala no mesmo parque. Fofo.

 
Um aviso como esse antes de uma trilha. Ah, e a roleta, eh claro.



 Uma casa-barco-caravan (?!).

 
Uma aranha tao singela (e venenosa) no meio da trilha.




Iguanas em tudo que eh lugar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Acampar de novo: Queen Mary Falls, QLD

Hoje eu e o Aaron vamos viajar acampando de novo: fizemos um acordo de viajar, se possível, a cada 15 dias. Dessa vez vamos para Queen Mary Falls, um lugar que parece ser maravilhoso. Fica na fronteira entre os estados de Queensland e New South Wales, a 150 km sudoeste de Brisbane. Veja a distância aí embaixo (fica no balãozinho onde está a letra A).



Olha a foto que nos conquistou.




Segunda-feira eu conto como foi. Até lá!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Show em Brisbane: Ben Harper & Pearl Jam

Ontem fomos no show do Ben Harper e Pearl Jam, a famosa banda australiana que todos aqui veneram. O show rolou em Brisbane, aconteceu no estadio QSAC e foi MARAVILHOSO. Nunca tinha visto o Pearl Jam, e eles arrebentaram, foi emocionante. O setlist taqui nesse link. Fotos by Aaron.